Até agora, na epístola,
o escritor ensinou os crentes hebreus a abandonar as formas externas de
religião terrena que tinham no judaísmo para algo melhor – o novo e vivo
caminho de aproximação a Deus que foi introduzido por meio de Cristo. A isso
entramos por meio de fé. De fato, tudo no Cristianismo deve ser feito no
princípio de fé – “porque andamos por fé
e não por vista” (2 Co 5:7). Portanto, para sair do judaísmo que é um
sistema baseado no que se vê, se ouve e em rituais externos, e seguir um novo e
vivo caminho no Cristianismo, que é em grande parte uma coisa espiritual, havia
necessidade de fé. Neste capítulo, ele mostra que andar por fé não deve ser
visto como algo novo, porque os santos desde o princípio dos tempos viveram por
fé. Desde o início da história humana, o que agradou a Deus naqueles que vieram
a Ele é que o fizeram por “fé” (v.
6). Assim sendo, esses crentes hebreus foram chamados a viver por fé na nova
posição que haviam adotado no Cristianismo.
Ele então prossegue
para dar uma longa lista de santos do Velho Testamento que viveram e morreram em
fé, e assim encontraram a aprovação de Deus. O Espírito de Deus Se move por trás
das atividades desses fiéis e mostra as marcas distintivas de fé que os
impulsionaram ao longo da vida. Eles servem como exemplos do tipo de fé que os
crentes hebreus deveriam ter. O capítulo 11, portanto, demonstra o grande
princípio sobre o qual o homem celestial se move – fé.
O capítulo pode ser
visto como um parêntese; as exortações (“deixemos...”)
são retomadas no capítulo 12:1.