Vs. 25-27 – A conclusão
que ele tira para os hebreus é clara – não recuse a voz que estava falando do
céu. O escritor diz: “Vede que não
rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles quando rejeitaram O que
sobre a Terra os advertia, muito menos escaparemos nós, se nos desviarmos daqu’Ele
que nos adverte lá dos céus” (AIBB). Se não houvesse escapatória do
julgamento para aqueles que desobedeceram à voz de Deus que falou na Terra ao dar a Lei (Êx 20), quanto menos
alguém escaparia do julgamento que recairia sobre aqueles que recusam a voz de
Deus que estava falando com eles do céu!
A santidade do
julgamento de Deus simbolizado no tremor do Monte Sinai não será nada em
comparação com o tremor que está chegando. O próximo abalo será de tudo que há na
Terra e no céu! Ele cita Ageu 2:6 para confirmar isso: “Ainda uma vez comoverei, não só a Terra, senão também o céu”. Isso
ocorrerá quando o Senhor fizer que a criação material se dissolva depois de o
Milênio ter terminado seu curso (Hb 1:10-12; 2 Pe 3:10). Assim, haverá uma
remoção de todas as coisas feitas nesta criação atual – uma dissolução de tudo
em que a carne poderia se apoiar. O argumento do escritor ao afirmar isso é
que, como o judaísmo é da primeira criação, também será removido. Assim, para
aqueles que se apegam a essa religião terrena, precisavam perceber que tudo vai
se dissolver algum dia, porque a criação material não continuará. Mas, mesmo
antes disso, num futuro muito próximo do tempo em que a epístola foi escrita
(63 d.C.), os romanos entrariam e destruiriam a cidade e o templo (70 d.C.).
Muitos milhares de judeus seriam mortos e outros milhares seriam levados
cativos. Não haveria maneira de continuar com o judaísmo porque tudo seria
eliminado! Por outro lado, as coisas espirituais que a graça trouxe por meio de
Cristo “não são abaladas” para que
elas “permaneçam”.