Vs. 3-4 – Após a comparação,
o escritor prossegue dando três grandes contrastes entre Cristo e Moisés: Primeiro, Cristo, o Sumo Sacerdote de
nossa confissão, “é tido por digno de
tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele
que a edificou”. A “casa” que
Moisés fez e ministrou era o tabernáculo terreno no deserto (Êx 25-30). Era
apenas uma representação figurativa ou “modelo”
da casa que Cristo construiu e onde ministra – que é todo o universo (Hb 8:2, 5,
9:23). O escritor a identifica como “todas
as coisas”. Assim, Moisés serviu em um mero modelo da verdadeira casa. A esfera do trabalho sacerdotal de Cristo,
portanto, é incomparavelmente maior. Para que ninguém confunda Quem é Cristo – o Construtor da casa de Deus, o
escritor acrescenta: “o que edificou
todas as coisas é Deus.” Assim, ele identifica Cristo como Deus, e
imediatamente isso O distingue de Moisés tão quanto o Criador está acima da
criatura.
V. 5 – Em segundo lugar, o ministério de Moisés
serviu “para testemunho das coisas que
se haviam de anunciar”. Isto é, testificava dos “bens futuros” (Hb 9:11, 10:1), que foram trazidos por Cristo.
Isso, novamente, mostra que Cristo é maior que Moisés.
V.
6 – Em terceiro lugar, Moisés era um “servo” na casa em que ele ministrava,
mas Cristo é “Filho sobre a casa de Deus”
(TB). Quase não precisa ser dito que um filho é maior que um servo. O filho
pródigo entendeu essa diferença e disse: “não
sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores”
(Lc 15:19 – ARA).
O escritor nos diz que
nestes tempos Cristãos a casa de Deus tem outro significado. Ele diz: “a qual casa somos nós”. Os crentes no
Senhor Jesus Cristo são vistos como sendo a casa espiritual de Deus hoje. Somos
juntamente “edificados para morada de
Deus” (Ef 2:22; 1 Pe 2:5). Ao introduzir os crentes como a casa de Deus,
aprendemos que estamos na esfera em
que o sacerdócio de Cristo é exercido.
O escritor então diz: “se tão-somente conservarmos firme a
confiança e a glória da esperança até ao fim” (v. 6b). Ele menciona isso
porque havia a possibilidade de alguns apostatarem. Por outro lado, aqueles que
eram verdadeiros provariam ser a casa de Deus ao se conservarem firmes. Isso
mostra que a continuidade no caminho de fé é a evidência de ser um verdadeiro Cristão.