O PURIFICADOR DE
PECADOS
Em sexto
lugar, Cristo fez “por Si mesmo a
purificação dos pecados” (v. 3 – AIBB). Isto é, Ele resolveu toda a questão
do pecado pelo sacrifício de Si mesmo. Como resultado, Ele “aniquilou” o pecado diante de Deus judicialmente (cap. 9:26), e um
dia será “tirado” da criação
inteiramente (Jo 1:29). É desnecessário dizer que isso é algo que nenhum
profeta ou sacerdote no sistema Mosaico jamais fez, ou jamais poderia fazer. Os
sacrifícios do Velho Testamento no Dia da Expiação (Lv 16) significavam a transferência
dos pecados do povo ano após ano (Êx 30:10; Lv 16:34; Hb 9:7, 25, 10:3). Eles
não podiam tirar o pecado, nem purificar a consciência de um crente, como o faz
o sacrifício perfeito de Cristo (caps. 9:14, 10:1-2). As versões King James e
Almeida Corrigida dizem: Ele “purificou nossos
pecados”, o que não é uma tradução correta. Isso restringe a extensão de
Sua obra de purificação aos pecados dos crentes, uma vez que a obra aqui é
geral, tocando todos os aspectos da presença do pecado na criação (cap. 2:9).
É-nos dito que Cristo
fez isso “por Si mesmo”. J. N. Darby
disse: “O verbo grego aqui tem uma forma peculiar, que lhe dá um sentido
reflexivo, fazendo com que a coisa feita retorne ao feitor, jogando de volta a
glória da coisa feita sobre aqu’Ele que a fez” (Synopsis of the Books of the Bible, on Hebrews 1:3 – nota de
rodapé). Assim, a obra consumada de Cristo na cruz foi feita por Ele mesmo e para Ele mesmo, mas a ênfase no versículo não é tanto sobre o que
Ele fez – por maior que isso possa ser – mas QUEM fez. Observando isso, o Sr.
Darby disse: “A purificação de nossos pecados é falada de passagem, e então nós
ouvimos de Sua glória nas alturas” (Collected
Writings, vol. 27, pág. 388).