A “provocação” em Cades foi a décima
vez que Israel tentou o Senhor nos dois primeiros anos de sua jornada no
deserto (Nm 14:22). São elas:
- Não
confiar no Senhor no Mar Vermelho a respeito do exército de Faraó (Êx 14:11-12;
Sl 106:7).
- Questionar
a sabedoria do Senhor ao conduzi-los ao deserto (Êx
15:24).
- Pedir
pão para satisfazer sua concupiscência (Êx 16:2; Sl 78:18).
- Tentar
colher o maná no dia de Sábado (Êx 16:27-28).
- Questionar
se o Senhor estava verdadeiramente entre eles (Êx 17:2, 7; Sl 78:19-20).
- Adorar
o bezerro de ouro (Êx 32:7-14; Sl 106:19).
- Queixar
contra o Senhor (Nm 11:1-3).
- Cobiçar
os alimentos do Egito (Nm 11:4-9).
- Criticar
seu líder – Moisés (Nm 12:9).
- Desprezar a terra aprazível (Nm 14:1-5; Sl 106:24-25).
As cinco primeiras
tentações foram antes de ter sido
dada a Lei, quando Israel ainda estava em um período de graça sob a mão de Deus
e, portanto, não foram feitas para sentir as consequências de seus pecados. Mas
as últimas cinco foram após ter sido
dada a Lei, quando o povo estava sob a responsabilidade de seu relacionamento
de aliança com o Senhor (Êx 24) e, portanto, tiveram que suportar as consequências
de seus pecados em vários golpes de juízo governamental de Deus.
Citando as Escrituras,
como faz o escritor aqui no capítulo 3:7-11, ele deu aos hebreus um aviso que
veio diretamente da Palavra de Deus. Ele identifica o orador como “o Espírito Santo”. (Ele não diz: “Como diz Davi ...”). Assim, o
primeiro aviso veio do Filho (cap. 2:1-4) e agora este segundo aviso vem do
Espírito Santo. Não poderia estar mais claro que Deus estava falando com eles!
A gravidade desse fato foi calculada para deixá-los sóbrios. É significativo
que, ao citar a passagem, o escritor usa a citação do Salmo 95 no tempo verbal presente.
Ele diz: “Como diz o Espírito
Santo ...” Isso mostra que,
embora tenha sido escrito centenas de anos antes, o Espírito Santo ainda estava
falando por meio desse Salmo. Tal é a Palavra “viva” de Deus (Hb 4:12). Ele diz: “se ouvirdes hoje a Sua voz” O uso de “se” aqui traz a condição de boa vontade e obediência.
Vs. 12-13 – O escritor
então faz sua aplicação da citação: “Cuidai,
irmãos, que não haja, porventura, em algum de vós um perverso coração de
incredulidade, em apostatar do Deus vivo” (TB). Seu uso da palavra “irmãos” aqui se refere aos laços
naturais que ele tinha com seus compatriotas “da linhagem de Israel” (Fp 3:5) – não como no versículo 1, onde é
usado em referência aos companheiros Cristãos da “família da fé” (Gl 6:10 – TB). Seu ponto nessa passagem não
poderia ser mais claro. O mesmo pecado de “incredulidade”
que marcou Israel de antigamente e levou à sua queda no deserto também poderia
ser deles! Se negligenciassem a voz de Deus, seu coração se tornaria “endurecido pelo engano do pecado” (TB),
como era o caso de Israel nos tempos antigos.