O grande resultado de o
crente ser “aperfeiçoado” (TB) pela
obra consumada de Cristo (v. 14) é que todos
os que creem são constituídos sacerdotes. O apóstolo Pedro e o apóstolo João
confirmam isso (1 Pe 2:5, 9; Ap 1:6). Mesmo sem declará-lo em palavras reais, fica
óbvio, pela linguagem que o escritor usa e as figuras que aplica aos crentes,
que os vê como sacerdotes – tanto que não acha necessário afirmar esse fato. Em
primeiro lugar, nosso sacerdócio está
implícito na declaração “tendo um Grande
Sacerdote sobre a casa de Deus” (v. 21). A existência de um Grande Sacerdote supõe que haja uma
companhia de sacerdotes debaixo d’Ele. Em segundo
lugar, o escritor nos exorta a agir como sacerdotes e nos aproximar da
presença de Deus no santuário celestial (“cheguemo-nos”
– v. 22). Isso só seria dito para aqueles que são sacerdotes. Em terceiro lugar, figuras tiradas da
consagração dos sacerdotes aarônicos são aplicadas aos crentes no Senhor Jesus
Cristo. Ele fala de nosso “corpo”
sendo “lavado com água pura” (TB), o
que foi feito para os filhos de Aarão (Êx 29:4; Lv 8:6). Então, fala de sermos “purificados [aspergidos – JND]” com
sangue, o que também foi feito aos filhos de Aarão (Êx 29:19-20; Lv 8:24).
Assim, o sacerdócio dos crentes está implícito ao longo da passagem.