Vs. 11-12 – Em primeiro lugar o escritor começa seu grande tratado sobre a
grandeza do sacrifício de Cristo e as bênçãos que trouxe aos crentes, afirmando
que Cristo Se tornou o “Sumo Sacerdote dos
bens futuros”. Ele serve nessa qualidade em “um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos”, que é o
próprio céu. Em um pequeno parêntese no final do versículo 11, diz: “Isto é, não desta criação”. Assim,
deixa claro que não está se referindo
a um santuário literal nesta “criação”
material em que os sacerdotes ofereciam o “sangue
de bodes e bezerros”, mas para o verdadeiro (real) santuário – “o Santo dos Santos” (ARA) no céu. O
escritor diz que Cristo, depois de ressuscitar dos mortos, entrou “de uma vez para sempre” (TB) como um Homem
glorificado. Isso é monumental; pois ao fazer isso, Ele abriu o caminho para o “Santuário [Santo dos Santos – ARA]”
(v. 12) para a nova raça de homens sob Sua liderança. (A KJV, TB e a AIBB dizem
que Ele entrou no “lugar santo”, mas
deveriam traduzir como “o santo dos
santos”, que é a presença imediata de Deus. O véu foi rasgado na morte do
Senhor, então quando entrou no santuário celestial, estava na presença imediata
de Deus – Hb 10:20).
O Senhor entrou no
santuário celestial, nos é dito, “pelo
Seu próprio sangue”. Nota: o escritor não diz que o Senhor entrou lá com o Seu próprio sangue. Alguns
imaginaram que o Senhor realmente levou Seu sangue para o céu como um sinal de
Sua obra consumada, mas isso é uma interpretação errônea da figura (Lv 16:13-14;
Hb 9:7) e está levando-a além do que o Novo Testamento ensina. O Senhor fez
propiciação na cruz, não no céu. “Pelo”
Seu próprio sangue significa que Ele entrou na presença de Deus no céu em
virtude da eficácia de Seu sacrifício.
O grande ponto que o
escritor está trazendo aqui é que “o
caminho do Santo dos Santos” – que ainda não tinha sido manifestado,
enquanto o primeiro tabernáculo ainda estava de pé (v. 8 – JND) – foi agora
aberto pela entrada de Cristo lá como um Homem. A aparição de Cristo no céu “perante a face de Deus” (v. 24) é um
testemunho eterno de que o céu foi aberto ao crente. Em virtude do sangue de
Cristo, o crente tem acesso ao verdadeiro santo dos santos no céu. O escritor
não se ocupa desse privilégio aqui (que é retomado no capítulo 10:19), mas
simplesmente declara o fato de que Cristo abriu o caminho para o santuário
celestial. Isso é algo que todo o sangue que fluiu do altar judaico não podia
fazer.