Os judeus tinham uma
tendência de exaltar e enaltecer os seres angélicos. O ministério de anjos
entre os judeus era mantido em tão alta estima que houve uma seita (os
essênios) que foi além da ortodoxia[1]
judaica e efetivamente os adorou. Paulo alude a esse erro em Colossenses
2:18-19. Era necessário, portanto, falar da superioridade de Cristo sobre os
anjos para descartar qualquer dúvida sobre eles estarem em igualdade com Ele. Anjos
são certamente de uma ordem de seres criados superior aos profetas (que eram
apenas homens), mas para que ninguém pense que os anjos eram algo próximo de
ser igual a Cristo, essa próxima seção elimina essa ideia além de qualquer
dúvida.
Na primeira seção, o
escritor da epístola declarou sete
coisas que distinguem Cristo dos profetas como sendo Ele infinitamente superior
(cap. 1:1-3). Agora ele cita sete
passagens da Escritura para mostrar que Ele também é infinitamente superior aos
anjos (caps. 1:4-2:18).
[1]
N. do T.: Ortodoxia provém da palavra grega “orthos”
que significa “reto” e “doxa” que
significa “fé”. É o que está em conforme com a doutrina tida como verdadeira.