Nos capítulos 5-7, o
escritor estabeleceu a nova ordem de sacerdócio de Cristo. Agora, no capítulo
8, fala do “santuário” celestial em
que Cristo ministra (vs. 1-5) em conexão com o “novo concerto” que Ele fará com Israel (vs. 6-13). Ao entrar no
capítulo 8, outra mudança ocorre. Até o final do capítulo 7, vemos Cristo,
nosso Sumo Sacerdote, apresentado em grande parte ao lado de nossa necessidade
nas condições do deserto pelas quais passamos. No capítulo 8, chegamos ao outro
lado de Seu sacerdócio – Ele é “ministro
do santuário” (v. 2). Este lado das coisas tem a ver com a nossa vinda a
Deus como adoradores, em vez de nossa passagem pelo deserto. Portanto, o que
está diante de nós nos capítulos 8:1 - 10:18 é a verdade a respeito do sacerdócio
de Cristo, relacionada à nossa aproximação a Deus em adoração.
V. 1 – Ele começa
dizendo: “Ora, a suma [o ponto principal – AIBB] do que temos dito é que temos um Sumo Sacerdote
tal, que está assentado [que Se assentou
– JND] nos céus à destra do trono da
Majestade [grandeza – JND]” Isto é, a essência do que aconteceu
antes, quanto ao sacerdócio de Cristo, pode ser encabeçada na seguinte
declaração: temos um Sumo Sacerdote que atualmente está servindo à destra de
Deus.
O escritor fala de
Cristo como um Sacerdote assentado!
Novamente, isso era algo diferente do que os hebreus conheciam no judaísmo. Os
sacerdotes da ordem aarônica sempre estavam em pé. Não havia cadeira no
tabernáculo ou no templo em que pudessem se assentar. Este fato significa que o
trabalho daqueles sacerdotes nunca acabava. Os sacrifícios que ofereciam tinham
que ser repetidos várias vezes (Hb 10:11). (Em um tempo de fracasso e abandono,
Eli tinha a cadeira do lado de fora do batente da porta do tabernáculo, mas
esta não era a ordem de Deus – 1 Sm 1:9, 4:13, 18.) No capítulo 1:3, nos foi
dito que Cristo foi para o céu e assentou-Se à direita da grandeza nas alturas
em virtude de Quem Ele é – o Filho.
Aqui no capítulo 8, é visto assentado em conexão com o que está fazendo atualmente como nosso Sumo Sacerdote. Ele continua
Seu ministério sacerdotal de intercessão de uma posição sentada. Isso era algo
totalmente novo e diferente.
V. 2 – Nos é dito então,
que esse lugar onde Cristo exerce Seu serviço sacerdotal é no “verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou,
e não o homem” – no céu. Ao dizer “verdadeiro”,
não significa que o tabernáculo terrestre era algo falso e incorreto. Não havia
nada falso com relação ao tabernáculo terrestre. Ele quis dizer que o lugar
onde Cristo ministra é o verdadeiro
santuário onde Deus habita. O tabernáculo que Moisés construiu no deserto, onde
os sacerdotes aarônicos serviam, era realmente uma “representação” (JND) (um modelo em tamanho real) do verdadeiro
santuário no céu. Êxodo 25:40 é citado em um parêntese no versículo 5 para
provar isso (na versão JND).
Este ponto é
significativo. Se Cristo está agora servindo como Sacerdote no santuário
celestial, então não pode haver santuário terrestre agora que seja propriedade
de Deus, como havia no judaísmo. O Senhor explicou isso à mulher no poço,
dizendo a ela: “Mulher, crê-Me que a
hora vem em que nem neste monte (Gerizim) nem em Jerusalém adorareis o Pai” (Jo 4:21). O mundo Cristão
perdeu completamente esse ponto e construiu os chamados “locais de adoração” na
Terra. Os homens erigiram igrejas catedrais e edifícios como locais sagrados
para oração e adoração. No entanto, todos esses lugares são realmente uma
mistura de judaísmo e Cristianismo, e isso não encontra a aprovação de Deus (Hb
13:10).