As exortações práticas
(os verbos na forma imperativa – “deixemos”)
agora são retomadas. O escritor diz: “Portanto,
nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos
todo embaraço [peso – ARA] e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos,
com paciência [perseverança –
AIBB], a carreira [corrida – JND] que nos está proposta, olhando para Jesus, Autor e Consumador [Líder e Completador – JND] da fé, O qual, pelo gozo que Lhe estava
proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-Se à destra do
trono de Deus”. No capítulo 11, vimos vários elementos de fé exibidos na
vida dos santos do Velho Testamento, mas agora no capítulo 12, o escritor volta
nossa atenção para Alguém que é muito maior do que todos juntos – o próprio
Cristo. É como uma pessoa passando por um museu de belas artes. Ele examina e
aprecia as várias pinturas enquanto caminha pelos corredores, mas então ele se
depara com a obra-prima que ultrapassa todas as outras. Da mesma forma, os
santos do Velho Testamento exibiam certos aspectos admiráveis de fé, mas muitas
vezes com alguma fraqueza e até mesmo falha. Mas quando chegamos a Cristo,
vemos todos os aspectos da fé exibidos perfeitamente. Ele está colocado diante
de nós neste capítulo como um Objeto para nossa fé e como um Exemplo para
nossos pés em nosso caminho terreno.
Como os crentes hebreus
corriam o risco de se cansar no caminho e afundar sob a pressão de suas
provações, o escritor é levado pelo Espírito a falar de duas grandes coisas que Deus emprega para nos motivar a seguir a
Cristo:
1) Somos atraídos
pelo deslumbre de Cristo em glória (vs. 1-4).
2) Somos guiados
pelas provações da vida que Deus usa como disciplinas no treinamento de Seus
filhos (vs. 5-11).
Essas duas coisas podem
ser distinguidas como: persuadir e abandonar. A primeira envolve nossas
afeições e a segunda corrige nossos espíritos. Estas são coisas necessárias
para o peregrino no caminho de fé.