Vs. 6-11 – O escritor
passa a tocar em três coisas que são
necessárias para tirarmos “proveito”
de nossas provações. Em primeiro lugar,
precisamos entender que o amor divino está por trás de tudo que entra em nossas
vidas. Por isso, ele diz: “porque o
Senhor corrige o que ama” (v. 6). Nunca nos esqueçamos de que a mão que
segura a vara de correção tem a marca do prego que a traspassou! Podemos não
entender o porquê e o para quê do que está acontecendo em nossa vida, mas
podemos ter certeza de que a mão que castiga é movida por um coração que ama.
Verdadeiramente Deus tem o nosso bem em vista em tudo o que Ele permite em
nossas vidas, pois “o caminho de Deus é
perfeito” (Sl 18:30). Podemos ter certeza, portanto, de que Ele não cometeu
um erro naquilo que permitiu que acontecesse conosco. Sem essa confiança em
Deus, é improvável que tiremos qualquer proveito de nossas provações.
Em
segundo lugar, ele diz que precisamos estar em
sujeição “ao Pai dos espíritos” (v.
9). Isso se refere a um espírito de submissão que se curva sob a poderosa mão
que tem “ordenado” a provação em
nossa vida (Jó 23:14). É uma disposição da nossa parte que permite que Ele faça
a Sua obra em nós, como argila na mão de um oleiro. Ter um espírito submisso é
nossa maneira de reconhecer que Sua sabedoria e Seus caminhos conosco são
corretos e bons, e que aceitamos que Ele sabe o que é melhor para nós. Lutar
contra uma provação manifesta um espírito não julgado que não se beneficia da
provação. Nota: Ele é chamado de “o Pai
dos espíritos”. Isso significa que é o Divino Instrutor de nossos espíritos
e, como tal, está buscando formar um espírito correto em nós. Isso mostra que
não está apenas interessado no que fazemos, no que diz respeito ao certo ou ao
errado; Ele também está interessado em nossa atitude. Isso é o que vemos em
Daniel – ele tinha “um excelente
espírito” (Dn 5:12, 6:3).
Em
terceiro lugar, precisamos ser “exercitados” sobre o que acontece em nossa vida. Quando uma provação
vem em nossa direção, não devemos dizer: “Como
posso me tirar disso?” Mas sim: “O
que posso tirar disso?”. Em tempos de provações, precisamos examinar nossos
corações e rever nossas vidas, pedindo ao Senhor que nos mostre o que Ele está
tentando nos ensinar (v. 11). Eliú encorajou Jó a fazer isso em sua provação. Suplicou-lhe
que dissesse ao Senhor: “o que não vejo,
ensina-mo Tu; se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer?” (Jó
34:32). Se o Senhor nos mostra algo em nossas vidas que é inconsistente com a
Sua santidade, devemos julgar isso e continuar (1 Co 11:31). Desta forma, nos
tornamos “participantes da Sua santidade”
(v. 10).