Uma quinta
Escritura é então citada do Salmo 45:6: “Mas,
do Filho, diz: Ó Deus, o Teu trono subsiste pelos séculos
dos séculos, cetro de equidade é o cetro do Teu reino” (v. 8). Nesta
passagem, dirige-se a Cristo como “Deus”.
O que poderia atestar mais claramente a Sua divindade? Se Ele é Deus, então os
anjos são certamente inferiores a Ele.
Assim como o Salmo 97,
o Salmo 45 também tem a ver com a Aparição de Cristo. Quando Ele vier para
governar publicamente o mundo, Ele estabelecerá um reino que continuará “para todo o sempre” (ARA) – isto é,
enquanto o tempo correr. Novamente, o argumento do autor aqui é inconfundivelmente
claro; nenhum anjo jamais teve um “trono”,
um “cetro” ou um “reino”. Os anjos são servos no reino
de Cristo e estão felizes em ser assim, mas nunca alcançam uma posição mais
elevada do que essa.
Além disso, este salmo
declara de Cristo: “amaste a justiça, e
odiaste a iniquidade” (Sl 45:7 – AIBB) e, portanto, Deus o “ungiu” com “o óleo de alegria”. Essa é uma referência ao Espírito Santo vindo sobre
Senhor em Seu batismo (Mt 3:16). Ele O separou de Seus “companheiros”, que eram os irmãos judeus que estavam sendo
batizados naquela época. Amar a justiça e odiar a iniquidade mostra que Cristo está
moral e espiritualmente apto a governar o mundo, pois Ele governará em “equidade” (Sl 98:9). Os anjos não
foram assim preparados porque não estão destinados a governar.