Caps. 12:28-13:6 – As
exortações e encorajamentos nesta série de versículos abordam o estilo de vida
apropriado que deve caracterizar os irmãos santos com um chamado celestial (Hb
3:1).
GRATIDÃO (vs. 28-29)
Ele diz: “Por isso tendo recebido um reino que não se pode mover, tenhamos
graça (sejamos agradecidos), pela
qual prestemos serviços mui agradáveis [aceitáveis – JND] a Deus com
reverência e temor; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (TB). Assim,
tendo algo muito melhor no novo e vivo caminho de aproximação a Deus no Cristianismo
(Hb 10:19-22), o escritor os faria perceber este fato e ter “graça” (ser agradecido) por isso, e
responder servindo a Ele em meios “aceitáveis”
nesta posição muito favorecida na qual foram colocados. Voltar ao judaísmo não seria
estar servindo a Deus aceitavelmente. Para todos aqueles que estavam considerando
a ideia, ele diz: “Nosso Deus é um fogo
consumidor”, que julga tudo o que é contrário a Ele.
AMOR FRATERNAL (v. 1)
Ele então diz: “Permaneça a caridade [o
amor] fraternal”. Eles haviam
começado bem em seus primeiros dias como Cristãos e viviam em uma atmosfera de
amor (At 2:44-47); agora precisavam continuar nesse amor. Assim, diz, “permaneça” porque nascendo de Deus, os
Cristãos têm uma nova vida e natureza que ama naturalmente (1 Jo 5:1). Tudo o
que precisamos fazer é permanecer ou permitir que a natureza divina em nós faça
o que faz naturalmente – que é amar (1 Jo 4:19). Essa exortação é necessária
porque podemos colocar barreiras no caminho de nossa natureza divina, ao permitir
que sentimentos carnais de antipatia por alguns de nossos irmãos impeçam o
fluxo de nosso amor.
HOSPITALIDADE (v. 2)
Um modo de o amor se expressar é em “hospitalidade”. Nosso lar deve ser
aberto a nossos irmãos para promover a comunhão Cristã. Os “estranhos” (TB) mencionados nas versões King James e Tradução
Brasileira são irmãos no Senhor de diferentes áreas que estavam viajando por
aquela região. Estes irmãos podem ter fugido da perseguição e foram duramente
pressionados e precisavam de comida e abrigo. Gaio foi elogiado por João por
fazer isso, e especialmente por aqueles que estavam servindo ao Senhor (3 Jo
5-7). A comunhão Cristã em nossos lares é uma maneira importante de promover a
saúde da assembleia localmente. Ele acrescenta que alguns “não o sabendo, hospedaram anjos”. Isso pode ser uma referência a
Abraão e Sara. Abraão estava certamente ciente de que os homens que o visitavam
eram anjos e um deles era o próprio Senhor. Mas Sara não parecia entender isso,
e quando o ouviu dizer que eles iriam ter um filho na velhice, riu em dúvida (Gn
18).
COMPAIXÃO (v. 3)
Ele então diz: “Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles”. Essa
é outra maneira pela qual o amor pode se expressar – mostrando compaixão
àqueles que foram aprisionados por sua fé e “maltratados”. Lembrar-se deles não é meramente pensar neles e orar
por eles, mas ativamente estender a mão para eles, visitando-os, se possível.
Isto é o que Onesíforo fez no caso de Paulo, e Paulo disse que “muitas vezes me recreou” (2 Tm 1:16-18).
Esses estão privados de comunhão e realmente apreciam isso.
Ele acrescenta: “como sendo-o vós mesmos também no corpo”.
Isto não é uma referência à nossa
conexão uns com os outros no corpo (místico) de Cristo, como mencionado em 1
Coríntios 12:26. (O corpo de Cristo não está em vista em Hebreus). É, antes, a
conexão que temos uns com os outros por estarmos em nossos corpos físicos.
Podemos ter empatia com o sofrimento deles, porque também estamos no corpo e,
assim, sabemos o que é sofrer fisicamente. Esses crentes hebreus poderiam muito
bem acabar sendo aprisionados por sua fé e estarem na mesma situação, de modo
que, enquanto ainda estivessem livres, eram para mostrar sua compaixão àqueles
que estavam ligados dessa maneira.
PUREZA MORAL (v. 4)
O casamento deve ser mantido em respeito
e mantido em pureza. A violação do vínculo matrimonial por meio do adultério
será visitada pelo julgamento governamental de Deus porque “aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará”.
CONTENTAMENTO (v. 5)
“Sejam
vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes [satisfeitos com vossas circunstâncias
atuais – JND]; porque Ele disse: Não
te deixarei, nem te desampararei”. Esta exortação trata da necessidade de
cultivar contentamento nas circunstâncias presentes da vida em que Deus nos
colocou (Fp 4:11; 1 Tm 6:8). Temos necessidades temporais, mas elas não devem
ser satisfeitas por atos ambiciosos. “O
amor ao dinheiro” tem sido a ruína de muitos (1 Tm 6:9-10). Os Cristãos
devem trabalhar com as mãos, e o Senhor prometeu suprir todas as necessidades deles (1 Ts 4:11; Fp 4:19). Nota: Ele fornece
o que precisamos, não necessariamente
o que queremos.
CORAGEM (v. 6)
Finalmente, ele diz: “E, assim, com confiança [tomando coragem – JND], ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador,
e não temerei o que me possa fazer o homem”. Esta é uma citação do Salmo
118:6. Com o Senhor ao seu lado, não deveriam temer a perseguição relacionada
com a posição Cristã. A última parte do versículo 6 é realmente uma pergunta e
poderia ser lida: “O Senhor é quem me
ajuda, não temerei; Que me fará o homem?” É assim que o Salmo 118:6 o
apresenta.