V. 3 – A introdução de
um novo sacerdócio exercido no santuário celestial implica uma mudança também
nos sacrifícios que o Sacerdote oferece. O escritor explica isso, dizendo: “Porque todo sumo sacerdote é constituído
para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que Este também
tivesse alguma coisa que oferecer”. Os sacerdotes no sistema levítico
tinham certas ofertas que apresentavam no altar (Lv 1-6:7), mas desde que
Cristo é o cumprimento dessas ofertas e sacrifícios, agora não há necessidade
de que sejam oferecidos (cap. 10:18). No entanto, nosso Sumo Sacerdote tem “alguma coisa a oferecer”. Ele
apresenta a Deus as orações e os louvores dos santos (Hb 13:15; 1 Pe 2:5).
A
todas as nossas orações e louvores
Cristo
acrescenta Seu perfume agradável
E
o amor que emana dos odores,
Desde
o incensário se faz notável.
Hinário
The Little Flock nº 144.
O Senhor também
intercede por nós do Seu trono celestial (Rm 8:34; Hb 7:25). Um exemplo de Sua
intercessão é encontrado na oração do Senhor em João 17. Embora tenha sido
antes de Ele subir, João escreve seu evangelho a partir da perspectiva de estar
fora do tempo e, assim, vê o Senhor como elevado ao céu. Assim, embora o
sacerdócio de Cristo não seja segundo a ordem
do sacerdócio aarônico, Ele exerce Seu ministério segundo o modelo estabelecido no ministério de
Aarão.
Vs. 4-6 – Como
mencionado anteriormente, o versículo 5 é um parêntese. Para seguir a essência
do argumento do escritor, é útil ler a passagem pulando o versículo 5 – indo do
versículo 4 ao versículo 6. Ele diz: “Ora,
se Ele estivesse na Terra, nem seria sacerdote, havendo já os que oferecem dons
segundo a lei ... Mas agora alcançou Ele ministério tanto mais excelente,
quanto é Mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores
promessas”. Assim, o Senhor não foi um sacerdote enquanto andou aqui neste
mundo. Isso teria interferido na ordem do sacerdócio levítico que estava em
operação naquela época, pois o judaísmo não tinha sido posto de lado. No
entanto, o caminho terreno do Senhor e Suas experiências prepararam-No para ser
um Sacerdote, mas Ele não entrou em Seu sacerdócio até que foi elevado à destra
de Deus. Tendo tomado o Seu lugar no trono acima (Sl 110:1), Deus O juramentou
naquele ofício (Sl 110:4).
O versículo 5 indica
que o tabernáculo era uma “representação”
(JND) do santuário celestial. O Senhor disse a Moisés: “Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou”.
Podemos perguntar: o que exatamente Moisés viu? Em uma palavra, não viu coisas
espirituais, mas um modelo dos vasos que foi instruído a fazer. Já que o
tabernáculo era uma representação do verdadeiro santuário acima, é claro que
Deus não pretendia que fosse uma coisa permanente. Foi uma “sombra das coisas celestiais” que foi dada provisoriamente a
Israel até a época em que Cristo viria (Hb 10:1).