- Começam a frequentar as reuniões cada vez menos.
- Se
apegam às deficiências dos santos, concluindo que não há amor ali.
- Há
uma falta de separação do mundo em seus aspectos seculares ou religiosos – ao
mesmo tempo, acusando aqueles que caminham separados de serem legalistas.
- Alegam
que não estão sendo alimentados nas reuniões – reuniões às quais geralmente não
frequentam.
- São
facilmente ofendidos.
- A doutrina deles sobre o centro de reunião é alterada para abrir a porta para justificarem sua saída.
Em vista dessa
tendência de recuar, o escritor enfatiza a necessidade de encorajar “uns aos outros, e tanto mais”, quanto
vemos que “vai se aproximando aquele dia”.
Há uma grande necessidade de a verdade doutrinária ser ministrada entre os
santos, pois é o meio pelo qual somos estabelecidos (1 Tm 4:16; 2 Tm 2:15), mas
essa exortação mostra que não podemos negligenciar o ministério prático; ele
encoraja os santos a continuarem. À medida que nos aproximamos do “dia” em que o Senhor aparecerá para
endireitar o mundo por meio do julgamento (Is 26.9), haverá uma necessidade
crescente desse tipo de serviço na casa de Deus. As coisas continuarão a ficar
moral e espiritualmente mais tenebrosas até aquele momento. De fato, o momento
mais sombrio de toda a história humana será justamente aquele que antecede o dia
em que Cristo aparece (Mt 24:29-30). A apostasia na profissão Cristã já começou
(1 Tm 4:1; 2 Ts 2:7), e, portanto, encorajar uns aos outros é muito mais
necessário. Embora os verdadeiros crentes não possam apostatar, eles podem ser
arrastados pela corrente da apostasia atuante na profissão Cristã e começar a
desistir de certos princípios e práticas que uma vez sustentaram. Este é um
perigo real.
Como mencionado, o “dia” ao qual o escritor se refere aqui
é o da Aparição de Cristo. O Sr. Darby disse: “O ‘dia’ falado aqui não é o Arrebatamento da Igreja, mas a Aparição”
(Collected Writings, vol. 27, pág.
400). W. Kelly disse: “Como está em vista aqui a responsabilidade, é ‘o dia’ ou a Aparição do Senhor que se
segue, quando nossa fidelidade, ou a falta dela, será manifestada” (The Epistle to the Hebrews, pág. 191).
S. Ridout disse: “Aqueles santos cujos olhos foram ungidos poderiam dizer: ‘O
fim de todas as coisas está próximo’. Eles sabiam que Cristo havia aparecido na
consumação dos séculos (Hb 9:26); que logo chegaria o dia em que os Seus
inimigos seriam colocados debaixo dos Seus pés (Hb. 10:13); e quando viram
aquele dia se aproximando, se estimularam uns aos outros ainda mais. O que
diremos, então, nós que vivemos séculos depois? Quão mais perto está esse dia
para nós!” (Lectures on the Book of
Hebrews, pág. 207).