V.
6 – Assim, o Senhor é um Sumo Sacerdote com um “ministério tanto mais excelente” do que aquele que os sacerdotes
aarônicos tinham. Sua posição como Sumo Sacerdote no santuário celestial é tal
que também Se tornou “o Mediador de um
melhor pacto (concerto) o qual está
firmado sobre melhores promessas” (Hb 8:6 – AIBB; 9:15; 12:24). Como Moisés
foi o mediador do velho concerto (Gl 3:19), também Cristo é o Mediador do novo concerto
(Jr 31:31-34). (A função de um mediador
é reconciliar, a de um advogado é
restaurar, e a de um sacerdote é manter.
Cristo é visto no Novo Testamento em todos os três papéis – 1 Tm 2:5; 1 Jo 2:1;
Hb 4:14-15).
O
novo concerto é “melhor” porque está
estabelecido em “melhores promessas”.
Ao fazer o velho concerto, o povo fez as promessas ao dizerem: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos”
(Êx 19:8, 24:3). Mas, ao estabelecer o novo concerto, o Senhor fez as promessas
– e isso colocou as condições desse novo concerto em um patamar totalmente
diferente, pois Ele nunca falha em guardar Sua Palavra. Assim, o primeiro concerto
é caracterizado pelo povo prometendo: “(nós)
faremos …”. Por outro lado, o
novo concerto é caracterizado pelo Senhor prometendo: “(Eu) vou ...”
As
bênçãos sob o velho concerto eram condicionais. Herdá-las dependia de as
pessoas fazerem sua parte (Lc 10:28). A frase característica relacionada a ela
é: “(tu) farás...” (Êx 20).
Mas este foi o ponto fraco do primeiro concerto; uma vez que as bênçãos que
prometia dependiam do desempenho humano, a coisa toda desmoronou devido ao fato
de o povo não ter feito a sua parte. Quão diferentes são as coisas em conexão
com o novo concerto! A frase característica do novo concerto é o dizer do
Senhor: “Eu vou ...” Ela contém promessas incondicionais que
serão realizadas pelo próprio Senhor. Essas bênçãos, portanto, são firmes e
seguras. Consequentemente, a grande diferença entre os concertos é: o velho
concerto expõe o que o homem precisa
fazer, enquanto o novo concerto diz o que Deus
irá fazer.
Vs.
7-8 – Quanto ao sacerdócio aarônico, se fosse perfeito, não haveria necessidade
de trazer outro sacerdócio (cap. 7:11). Ele diz: “Se aquele primeiro fora sem defeito, nunca se teria buscado lugar para
o segundo”. Seu ponto aqui é que pelo fato de que precisava haver um “segundo” concerto prova que o “primeiro” não continuaria. Sua lógica
é simples e clara: o anúncio de que o Senhor iria fazer um novo concerto
significa que o primeiro concerto não continuaria. Se o velho tivesse sido
perfeito, Deus não teria prometido trazer um novo. (É importante entender que o
novo concerto não é trazido à discussão para ensinar que foi feito com Cristãos,
o que é um erro comum, mas para provar que o primeiro concerto se tornaria
obsoleto).
Nota:
ele não diz que o primeiro concerto era falho; ele diz: “Por achar falta neles” (KJV). A falta era dos israelitas
que estavam sob aquele primeiro concerto; não conseguiram manter as condições do
concerto. A lei “se achava fraca pela
carne” (Rm 8:3 – TB). Novamente, isso não significa que houvesse algo
errado com a Lei, mas que não poderia produzir nada de bom na carne porque esse
material era totalmente ruim. Portanto, não há nada de errado com a lei; ela é “santa, e o mandamento é santo, justo e bom”
(Rm 7:12); o problema é com a carne.