A primeira
citação é do Salmo 2:7. Refere-se a quando Cristo veio ao mundo como Homem. Ele
tinha “um lugar” na casa de Deus e “um nome” que O diferenciava como sendo
superior aos anjos (v. 4). O escritor diz: “feito
[tomando um lugar – JND] tanto mais excelente do que os anjos,
quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque a qual dos anjos disse
jamais: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei?” (vs. 4-5a) Seu ponto aqui é que os
anjos são apenas servos na casa de Deus, enquanto Cristo é o Filho! H. Smith
disse: “Cristo tem um lugar e um nome muito acima dos anjos. O Salmo 2:7 é
citado para provar que, ao entrar no mundo, Cristo ocupa um lugar muito melhor
do que os mais exaltados dos seres criados” (Hebrews, pág. 10).
Em nenhum momento Deus
chamou um anjo, “Meu Filho”. Esse
termo indica o relacionamento especial que Cristo tem com o Pai, como o eterno
Filho de Deus. (Nota: Ele não diz: “Hoje te gerei; Tu és meu Filho”, mas na
ordem inversa: “Tu és Meu Filho, hoje Te
gerei?” Cristo é declarado ser o “Filho”
antes do dia em que Ele Se tornou um Homem.
Portanto, Sua Filiação é eterna). Anjos são referidos como “filhos de Deus” no Velho Testamento (Gn 6:2, 4; Jó 1:6, 2:1, 38:7;
Sl 8:6), mas nunca como o Filho. A expressão “filhos de Deus” não é usada em conexão com os anjos depois que
Cristo ressuscitou dos mortos, porque ao ressuscitar dos mortos Ele Se tornou o
Cabeça de uma nova raça de homens (Cl. 1:18; Hb 2:10; Ap 3:14), que são agora
designados como “filhos de Deus”
(Rm. 8:14). Esses crentes são também chamados de “irmãos” de Cristo (Rm 8:29; Hb 2:11-12) e “companheiros” de Cristo (Hb 3:14 – JND). Assim, os anjos não são
mais a ordem mais alta dos seres criados de Deus; essa nova raça de homens – novas
criaturas em Cristo – é superior a eles (Gl 6:15; 2 Co 5:17). Não é que os
anjos foram rebaixados, ou que são menos capazes do que eram antes, mas que
esta nova raça (crentes no Senhor Jesus Cristo) foi elevada acima deles. Tampouco
os anjos têm inveja dessa mudança.